Volatividade no Câmbio e a importância de hedge

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Ao contrário do que vinha acontecendo desde o ano passado, observamos nos últimos dois meses um movimento de forte apreciação do Real contra o Dólar. Após atingir níveis próximos a 5,80 no fim de março, a taxa de câmbio entre as moedas registrou a mínima de 5,02 nos últimos dias. O rali de preços de commodities junto com volumes recordes de exportação de soja e minério de ferro contribuíram para gerar um grande superávit em conta corrente, atingindo R$ 5,7 bilhões em abril, segundo dados do Banco Central. Associado ao ciclo de alta de juros interno e um cenário externo de elevada liquidez, são alguns dos fatores que explicam essa boa performance da moeda brasileira.

 

Se por um lado a apreciação do Real traz efeitos positivos para a economia de forma geral, reduzindo o nível de inflação através do efeito de pass-through, por outro lado, prejudica a previsibilidade da receita em reais de exportadores e outros agentes com recebimentos em moeda estrangeira. Ao mesmo tempo, o nível mais baixo do dólar pode ser uma janela de oportunidade para importadores ou indivíduos que desejam enviar recursos ao exterior anteciparem pagamentos ou fazerem hedge de suas posições.

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