Vendas no Varejo aquém das expectativas com fortes revisões nos meses anteriores

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Com mais um mês de revisões na série histórica, o resultado veio bastante aquém das expectativas. A desaceleração, em parte, foi reflexo da aceleração da inflação, aumento da incerteza econômica e alta da taxa Selic, como destaca o time Macro & Estratégia do BTG Pactual digital.

Em linhas gerais:
🔹Varejo Restrito (m/m): -3,1% vs 0,7% Consenso e 2,7% anterior
🔹Varejo Restrito (a/a): -4,1% vs 2,1% Consenso e 5,7% anterior
🔹Varejo Ampliado (m/m): -2,5% vs -0,5% Consenso e 1,1% anterior
🔹Varejo Ampliado (a/a): 0,0% vs 3,1% Consenso e 7,1% anterior

Para o mês de setembro, os indicadores antecedentes apontam para retração, principalmente da confiança do consumidor, refletindo as elevadas pressões inflacionárias em itens essenciais, como combustível, energia elétrica e alimentos in natura, continuidade das disfunções para a oferta de produtos e deslocamento da demanda para Serviços, com a retomada das atividades presenciais.

Vale destacar que parte da surpresa dos dados mensais é reflexo das revisões nos meses anteriores.

Para o varejo restrito, o mês de julho foi revisado de 1,2% para 2,7%, junho foi revisado de 0,9% m/m para -1,1% m/m, maio revisado de 1,3% m/m para 2,3% m/m e abril de 4,5% para 2,3%. Assim, o carrego para o 3T está em 0,6%. Já para o Ampliado, as revisões foram mais marginais, com julho não revisando, junho de -2,1% m/m para -2,4%, maio de 3,0% para 3,2% e abril de 4,0% para 3,9%.

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