Surpresas no 1° tri na economia brasileira

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A piora da pandemia e a interrupção do auxílio emergencial na virada do ano preocupava especialistas, que faziam projeções mais tímidas e cautelosas, mas a economia brasileira trouxe algumas surpresas positivas no 1º trimestre de 2021 e apresentou um bom desempenho no período.

Começando pelo setor de serviços, o número reportado de faturamento cresceu 2,8% na comparação com o 4º trimestre de 2020 (já descontados os efeitos da alta de preços e da sazonalidade). O número só não veio ainda mais forte devido à queda dos serviços prestados às famílias em março, que incluem restaurantes, bares, salões de beleza, entre outros. Olhando para o futuro, os números, que ainda estão abaixo dos patamares pré-pandemia, podem seguir em expansão cíclica conforme a economia se normalize com o avanço da vacinação.

Já do lado da produção industrial, o grande desafio veio da escassez de matérias-primas, interrompendo operações importantes em alguns setores, como o automotivo. Mesmo assim, o único setor agregado que apresentou retração no trimestre foi o comércio varejista, impactado pela alta da inflação e pelas medidas restritivas de março.

Essa atividade refletiu no mercado de trabalho. Tivemos geração líquida (contratações menos demissões) de aproximadamente 850 mil empregos com carteira assinada no primeiro trimestre do ano.

Os dados oficiais do PIB brasileiro (soma de todos os bens e serviços produzido) do 1º trimestre de 2021 serão divulgados no dia 01/06, e as expectativas de grande parte dos especialistas é de que tragam valores positivos, em linha com os demais indicadores apresentados até aqui.

 

-Por Arthur Spirandelli

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