Quais setores observar em 2022?

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Das classes mais impactadas durante a pandemia, os shoppings center foram os ativos que mais caíram desde o ano passado e não tiveram plena recuperação até o momento. Por mais que de maneira geral, os shoppings estejam com volume de vendas muito próximo do volume pré pandemia, observamos melhora nos níveis de inadimplência e descontos e isso pode ser um fator que pode impulsionar os fundos para o médio prazo. Segundo dados do BTG, quando observamos a projeção de ABL a ser entregue para os próximos anos, esse número está abaixo da média anual dos últimos anos. Mesmo com o volume de vendas do e-commerce com tendencia de crescimento, o shopping center por ser um marketplace que proporciona lazer, alimentação, mitiga o risco de concorrência com outros setores, como os de galpão logístico por exemplo com a expansão do e-commerce. E a tendência é que fundos diversificados e com bom portfólio se recuperem mais rápido que os mais concentrados. A maioria dos fundos desse setor tem recomendação de compra pela Eleven Research e BTG. Caso volume de vendas nesse final de ano seja representativo, pode indicar um bom indicativo para retomada do setor.

Mas observando o setor de tijolo de maneira geral, não só os fundos de shopping estão com desconto, mas a maioria dos fundos de logística, que foram resilientes no ano passado e agora são ativos com preço abaixo do valor patrimonial e passam por um momento de expansão nas principais regiões do Brasil. Em São Paulo por exemplo, segundo dados do BTG, vemos aumento no preço pedido ao longo de 2021 e redução da vacância no curto prazo por conta do aumento da demanda pelo e-commerce, apesar do risco do aumento de vacância com novas entregas nos próximos trimestres.
Outro setor que vale comentar são os fundos de recebíveis, que ao longo da pandemia tiveram pouco impacto em termos de atraso de pagamento, sendo o setor mais resiliente em termos de valor da cota e entrega de dividendos em 2020 e 2021. Alguns fundos tiveram atrasos por alguns meses, mas os ajustes foram bem feitos pelos gestores para trazer pouco ou nenhum impacto na ponta final para o investidor em uma carteira bem pulverizada.

E o que tem impactado recentemente a classe de FIIs não é nenhuma fragilidade do setor imobiliário e sim fatores macroeconômicos, como risco fiscal, eleições, pandemia e isso tende a pressionar os preços como vimos nos últimos meses. Pensando em 2022 podemos ver um cenário de oscilações dado incerteza do mercado em relação aos juros, mas vale lembrar que o mercado é cíclico e que o setor está descontado já que não vimos repasse referente ao aumento dos custos da construção civil nos fundos de tijolo. Pensando em termos de ganho de capital, o setor de tijolo tende a ter maior potencial no longo prazo e os de recebíveis em termos defensivos com menor oscilação de preços.

Se você quiser saber mais sobre quais setores observar em 2022, conte com a equipe de assessoria da Acqua-Vero!

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