O Livro Bege do Fed

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O Livro Bege do Fed é um relatório sobre as atuais condições econômicas em cada um dos 12 distritos do Reserva Federal, cobrindo todo o território dos EUA. Ele oferece uma visão da evolução econômica e os desafios dos EUA, e é apresentado 8 vezes por ano, duas semanas antes de cada reunião do FOMC.

Ele é utilizado pelo FOMC em sua decisão sobre as taxas de juros de curto prazo. Valores otimistas devem ser considerados como positivos/altos para o USD, enquanto valores pessimistas devem ser considerados como negativos/baixos para o USD. Além disso, ele tem esse nome porque as cópias internas do Fed são de cor bege, ainda que os papéis divulgados ao público tenham capa branca.

Nessa última edição, o relatório manteve a percepção de desaceleração da economia, refletindo a persistência das dificuldades de contratação e dos gargalos nas cadeias de suprimento. Por outro lado, a maior parte dos distritos apontou para um aumento nos gastos dos consumidores, impulsionado pela elevada poupança da população, conforme comentou o time Macro & Estratégia do BTG Pactual digital.

Em linha com o resultado do mercado de trabalho divulgado no início de outubro, a maior parte dos distritos observou uma aceleração da abertura de vagas de trabalho no período, com aumento da demanda por trabalhadores, mas ainda baixa oferta de novos funcionários, o que tem provocado um aumento de salário em um ritmo mais forte.

Para a inflação, os membros dos distritos sinalizaram uma aceleração disseminada nos custos, impulsionada pela escassez de suprimentos e de mão de obra. Nesta linha, foi observada uma importante ascensão nos preços do aço, dos componentes eletrônicos e dos custos de frete. Assim, as expectativas dos empresários são de continuidade da aceleração da inflação ao produtor e ao consumidor, refletindo o repasse de preços decorrente da forte demanda.

Por fim, apesar das evidências de desaceleração da atividade econômica e um mercado de trabalho ainda em recuperação, a pressão atual nos preços de abrigos, energia e automóveis deve entrar no radar do FOMC e incentivar o anúncio do tapering (redução de compra de ativos) na reunião de novembro, com início na metade do mesmo mês.

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