ESG: Evolução demonstrada em números

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Com a crescente relevância dos fatores ESG, não seria de se surpreender que a divulgação de relatórios que abordam as perspectivas ambientais, sociais e de governança tornem-se um requisito obrigatório para as empresas listadas.
Em evento sobre o tema, a KPMG apresentou um novo estudo global sobre relatórios de sustentabilidade e ferramentas fundamentais para o acompanhamento das metas corporativas nos três pilares que compõem a sigla.
O relatório envolveu mais de 5 mil empresas de mais de 50 países, dentre elas, as 100 maiores, em receita, de cada país participante, incluindo o Brasil. Das empresas analisadas, 80% formularam relatórios anuais de sustentabilidade, índice que chegou a 85% entre as organizações brasileiras. Esse percentual sobe para 96% quando considerado apenas o grupo das 250 maiores companhias do mundo, do qual fazem parte quatro brasileiras.
O estudo evidencia, também, a evolução dos relatórios de sustentabilidade, que eram publicados por apenas 12% das empresas na primeira vez que a KPMG realizou essa pesquisa em 1993.
Os números acima mostram que a não obrigatoriedade em nada muda essa nova realidade para as corporações, que passaram a divulgar informações relevantes no que tange o tema ESG. Um exemplo disso é a bolsa americana (S&P500), que não trata o assunto como mandatório, porém, apresentou aumento de 70% de 2011 para 2019 na participação das empresas com relatório de sustentabilidade.
Já no Brasil, do total de 116,9 mil companhias acompanhadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa de Inovação (Pintec), apenas 4,8 mil publicaram relatórios de sustentabilidade no período de 2015 a 2017, o que corresponde a 4,1% do total. Em 2019, a B3 contava com 426 companhias, das quais 127 participaram, ou seja, 30%. Destas, 24% divulgam seus relatórios considerando os ODS, enquanto 6% estão elaborando, pretendem ou estão estudando a possibilidade de como considerá-los em seus relatórios. Ainda em 2019, em relação às 63 empresas do índice Ibovespa na época, 36 consideravam os ODS em seus relatórios – 57% do total.

“O que vem por aí deve ser a extensão da prática de publicações de relatórios para empresas de médio porte, buscando investidores, e para as empresas nas cadeias de fornecedores das grandes organizações” ressalta a sócia de ESG, Nelmara Arbex, em entrevista para o Estadão.
Abaixo alguns números contidos no relatório da KPMG:
– 67% conectam as informações apresentadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs)
– 72% utilizam normas de GRID (incluindo G4)
– 73% incluem dados de redução de emissões de carbono
– 78% seguem diretrizes ou padrões da bolsa de valores

Você ainda tem dúvida que a adoção dessas práticas já não é mais uma escolha e a divulgação para investidores é imprescindível? Os gestores que você investe têm essa preocupação?

Para saber mais, entre em contato com seu assessor ou especialista.

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