Entendendo os CRIs e CRAs

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Os certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócio, popularmente conhecidos como CRIs e CRAs, respectivamente, são títulos de renda fixa emitidos por empresas não financeiras, as securitizadoras. Junto das debêntures, são títulos de renda fixa de emissão privada (conheceremos futuramente os títulos de emissão bancária). Mas afinal, o que é a securitização?

Securitização é um processo pelo qual uma ampla gama de títulos de dívida (tais como recebíveis, contratos, financiamentos), normalmente com prazos elevados, são unificados em títulos negociáveis no mercado de capitais. Ou seja, a securitização tratada aqui tem como objetivo final viabilizar a captação de recursos para financiar as transações dos setores imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA).

Se você imaginou que os CRIs e CRAs são investimentos de médio e longo prazo, pois os títulos que os compõem são dessa natureza, acertou! Vale destacar que o principal risco da operação é o de crédito, e como as companhias securitizadoras não são instituições financeiras e não contam com FGC, é crucial que antes de realizarmos o investimento seja analisado o rating da emissão (conforme já aprendemos na nossa série de Renda Fixa) para evitarmos surpresas desagradáveis.

Os pontos positivos são que, por estarem viabilizando investimentos em setores essenciais e que geram milhões de empregos, os CRIs e CRAs são isentos de imposto de renda, podem oferecer excelentes remunerações e ainda há a possibilidade de negociação no mercado secundário, caso o investidor necessite do capital antes do vencimento.

Os pagamentos, como todo título de renda fixa, são conhecidos logo no início da operação, e a taxa de juros pode ser pré-fixada (Ex. 8,00 % a.a), pós fixada (Ex. 105% do CDI) ou híbrida (Ex. IPCA + 5,00%).

Por Daniel Marucci

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