Curva de juros e rentabilidade dos pós-fixados

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Seguindo na nossa saga através das curvas de juros para os ativos de renda fixa, e como podemos utilizá-las de forma prática no dia a dia, falaremos hoje sobre como estimar a rentabilidade que os ativos pós-fixados terão no momento da aplicação.

Por mais que já tenhamos falado dos ativos pós-fixados, vale retomar que esses ativos são os que têm sua rentabilidade atrelada ao CDI, podendo ser um %CDI, ou então CDI mais uma taxa prefixada (CDI+). Dessa forma, é muito diferente de um ativo prefixado onde a rentabilidade já é fixa. Todavia, podemos estimar a rentabilidade dos ativos pós-fixados.

Por exemplo, suponhamos que você esteja com R$ 10.000,00 para investir e, ao conversar com um amigo, ele comenta de um CDB para 3 anos, com rentabilidade de 110% CDI. Vocês então consultam a Selic que está em 9,25%, e deduzem que esse ativo renderá 10,175%a.a. Como são três anos, 30,525% no período.

Esse racional está correto? Antes de fazer o investimento, você entra em contato com seu Assessor de Investimentos da Acqua Vero, e questiona se, de fato, a rentabilidade esperada será essa. De forma correta, ele te explica que na verdade não devemos olhar a Selic atual, mas sim a curva de juros, que estima uma Selic média para os próximos 3 anos em 10,95% a.a. Como o CDB rende 110% disso, a expectativa de rentabilidade anual é de 12,045%a.a e, só então, utilizando o conceito que já aprendemos de equivalência de taxas, a expectativa no período é de 40,66%. Bem acima dos 30,525% estimados inicialmente, concorda? Obs., Selic e CDI são ligeiramente diferentes, consideramos iguais para fins didáticos.

Vale destacar que, apesar de correto todo o raciocínio, de forma alguma devemos interpretar que essa rentabilidade já está definida. Se tivermos uma Selic acumulada maior do que o mercado estimava quando fizemos a alocação, nossa rentabilidade será maior, e o contrário também é verdadeiro. Só nos ativos prefixados sabemos de forma antecipada o rendimento exato.

Não perca que nas próximas publicações seguiremos explorando as curvas de juros e como utilizá-las.

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